terça-feira, 31 de agosto de 2010

...brincadeira de adultos!!

Você me dizia que não era amor, embora eu insistisse em te afirmar: sim, eu te amo!

Usava uma réguinha só sua para medir os sentimentos.
Pior, não media os seus, media os meus! Abusada!
Mas justamente e também por ser abusada é que te amei,não..estou mentindo, é por isso que te amo! Assim mesmo, conjugado no presente!
Eu sei, não precisa repetir...você acha que é uma brincadeira de adultos, uma paixãozinha qualquer,
uma alegria passageira!
Mas isso é o que você acha! Esse é o ponto: você acha demais!
Mas quem sabe você tenha razão: uma brincadeira de adultos.
Sendo assim,ou não sei brincar, ou não sou adulto.
Pra continuar te amando, eu inventei uma verdade, a minha verdade...e fui brincar lá no pátio!
Fui brincar de te amar, na minha verdade inventada...
Na brincadeira de adultos!
Como quem conta até dez...e vai se esconder!






Luiz wood

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

...te vejo!

Não sei se te vêem como eu a vejo,

ou se um dia já te viram assim...
como eu a vejo!
Se te viram atravessar as tardes,
com essa luz nos olhos...
ou se te viram sorrir quando se julga só,
sorriso malicioso, de quem pecou por querer...
Não sei te viram nua, mesmo vestida,
nua de pudores falsos, vestida de encantos...
Se porventura te viram suspirar,
ousaram reparar nas suas mãos,
tão suaves e possessivas...
Será que te vêem ou viram?
Eu não sei...
O que eu sei é que te vejo,
e, por feliz, te olho cada dia mais...
te olho, meu amor,
atentamente....
lentamente...
delicadamente....
como o teu olhar!




Luiz wood

terça-feira, 24 de agosto de 2010

...quando!!

Quando você não está,



nada existe,


Quando não me diz,


é como se não existissem canções,


Quando você não chega,


é como se o adeus estivesse suspenso,


Quando não sei de você,


é como se não soubesse nada.


Então...


esteja, diga, chegue,


me faça saber...


que estamos, que falamos,


e que iremos,


ao nosso lugar!






Luiz wood

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

....o louco sou eu!

Conheço, cada olhar teu...

cada traço do teu rosto...

cada vez que fica em silêncio...



Conheço, os teus caprichos...

cada vez que se esconde...

cada sombra tua...



Conheço, cada verso meu..

quando dizem...meu amor...

quando dizem...o que se calam.



Conheço, cada verso meu...

quando dizem...o que não diz par mim...

quando dizem...deixe-me te adivinhar...



Conheço, cada vida nossa...

que tenham gestos...

que tenham amores nossos...



Conheço, cada vida nossa...

que sejam, como nós...

que sejam como você...e eu!



Meu amor...

o louco sou eu!



Luiz wood

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

....sorriso, de me perder!

...eu me perdi no seu sorriso,

ele me jogou ladeira abaixo,
me fez pensar que era lua...não era...era sol!
era estação...seu sorriso é primavera, verão....
...eu me perdi no seu sorriso,
me fez pensar em maré cheia...me fez mar,
fúria e sedução...sem medo de nada,
apenas o seu sorriso...coragem e desatino.
...eu me perdi no seu sorriso,
ainda me perco,ladeira abaixo....
é nele que me encontro!


Luiz wood

terça-feira, 17 de agosto de 2010

....duas, e uma tarde fria!



Tarde fria!
Duas mulheres, quase meninas na tarde fria de risos e capuccinos!
Tarde fria!
Amigas que se amam assim, apenas por amar, próprio de amigas,próprio de tardes frias, próprio de capuccinos!
Tarde fria!
Tantas histórias alegres ou tristes, mas histórias de duas mulheres, quase meninas...numa tarde tão fria!
Tarde fria!
Poemas e amores ali na mesa, junto ao capuccino,junto aos sorrisos, junto ao telefonema...e um homem foi feliz nessa tarde fria de tantos sorrisos e confidências!
Tarde fria!
Duas mulheres lindas...
E um poeta orgulhoso desejando mais que um capuccino! desejando estar lá...

Luiz wood

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

....hoje vou lá no jardim!

Hoje eu vou lá no jardim,construir um banco!

Terá que ser um banco largo, não muito comprido, o suficiente para duas pessoas.
A madeira será retirada de alguns dos meus sonhos que desmoronaram, esses sonhos serão a base do banco.
Acho que colocarei nele algumas almofadas coloridas, eu mesmo vou faze-las de retalhos, cerzidos um a um, com paciência, cada ponto um afago, um carinho, um beijo, um olhar trocado. Serão almofadas confortáveis, daquelas que colocamos no colo,antevendo o abraço.
Vou pedir à chuva que não as molhe. Nada de lágrimas, serão almofadas de sorrisos apenas.
Em volta do meu banco vou plantar grama macia para pisar nela sempre descalço. Assim quando o meu pé procurar o seu, não haverá nada entre eles, nem mesmo uma meia listrada, apenas nossos pés descalços...
Hoje vou lá no jardim, construir um banco!
Amanhã vou te chamar...e pedir que sente aqui comigo!


Luiz wood

...cedo,e eu já!

Era cedo ainda, 
a poesia ainda nem acordara, e meu peito já ardia, meus olhos procuravam...
Era cedo ainda,
o sol ainda não tinha côres, a minha insônia ainda nem dormira, e meus passos percorriam...
Era cedo ainda,
o meu mêdo ainda viam as criaturas da noite, o café ainda nem cheirava, esperava a água ferver...
Era cedo ainda,
e você ainda nem chamara (amor...acorde), o pão ainda fresco, a cama impecavelmente desarrumada...
Era cedo ainda,
e eu já te fiz um poema, te disse eu te amo, te beijei a boca (hortelã), tiei sua roupa (pouca) e vivi o dia pra você...
Era cedo ainda,
e fomos tão insanos...

Luiz wood

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

teu colo....tantas flores!

Houveram noites em que o vento se fazia notar entre as arvores. Eram noites frias e violentas.
Com medo, eu sentava-me no teu colo e ignorava que nele, no seu colo, cresciam flores cultivadas pelas solidões do deserto. E você me olhava. Plácida como um pastor que guarda mais que rebanhos,guarda segredos dos campos.
Vê como estou largado no seu colo? Sou de novo menino que quer apenas ser embalado no seu colo até dormir, até sonhar.
Você me puxava pra dentro do teu colo, onde a nossa solidão gritava mais forte.
E quando o dia clareava e preenchia os seus olhos, você me sorria com a calma dos dias de inverno. O seu amor era estações...na primavera, os passaros pousavam nos seus olhos.
Eu levantei-me do seu colo e fui até onde as mãos tangem os ventos, como quem tange o gado. E na minha boca, o verbo existiu, como teu nome, como tua carne, como uma gramatica louca de loucos verbos.
Mas perdi o teu rosto.
Não sei se foi na latitude ou no pulsar das pedras à beira do córrego...não sei. Sabes?
E, se não fosse pouco, eu diria que flores nasceram do seu colo!

Luiz wood

domingo, 8 de agosto de 2010

...minha metáfora!

Como tentar fingir não sentir o que eu sinto?


se nas minhas entrelinhas você já sabe,


já adivinhou os meus sorrisos e gestos.


Como tentar dissimular o óbvio?


se nos teus braços sou tão evidente,


mapa claro das rotas que traço pra chegar até você.


Então digo por metáforas,


que é onde os poetas se escondem.


Assim dessa forma, quando os meus versos dizem,


mar, lua, sol, abismos e pontes,


quando eles gritam olhares, beijos e desejos,


quando eles pedem carinho, abraços e volúpia,


No fundo é só seu nome que escrevo.


Minha metáfora mais perfeita,


quando digo "te amo"....


é a minha própria vida pensando...


em você!






Luiz wood

sábado, 7 de agosto de 2010

...a saudade de você!

Hoje a saudade de você me acordou...


Hoje fomos só saudades...


Hoje somos encantamento....


Hoje somos o gostar tanto e tanto...


E, amanhã, seremos o hoje...novamente...


e novamente..e novamente...


eternamente....


Hoje!






Luiz wood

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

...me faça teu!

me faça teu...suavemente!

faça com que eu saiba... docemente!
me tenha assim...ternamente!
mas me faça...me tenha...
de qualquer forma ou jeito.
não me solte...me prenda!
faça com que eu queira mais e mais de você,
deixe que eu sinta que a distancia é grande...
que o tempo é longo...
deixe que as minhas mãos sintam saudades das suas,
que, a minha respiração longe de você, é ofega...
faça meus olhos perceberem que, sem os seus, são cegos...
que as minhas pernas longe das suas não conhecem caminhos...
e eu, sem você...sou meio,
grite em meus ouvidos, gesticule,
mas me faça compreender...que sem você,
eu sequer existo!






Luiz wood

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

...tatame!

pise silenciosamente,


entre no meu tatame,

mansa, calma, linda,

ande, pés infame, pise,

esconda-se no meu edredon,

venha sem pele, nua,

linda, minha e crua,

mas, pise silenciosamente,

entre no meu tatame,

deixe o calçado do lado de fora,

junto com suas roupas,

quimono suado, nossa luta,

brilhos tantos, nossa lua,

e você linda, minha e nua,

linda, minha e crua,

entre no meu tatame,

linda gueixa e guerreira,

pise silenciosamente,

e entre no meu tatame!



Luiz wood

...respirar você!

amor,
apenas um gesto,
um sorriso, aceno,
ou qualquer coisa!
me de,
e eu respiro!
qualquer gesto que você faça,
qualquer palavra e eu adivinho,
um toque, apenas um,
me de,
e eu respiro!
um olhar de vida,
um capricho não dito,
cale-se, tanto melhor,
eu sei do teu desejo,
me de,
e eu respiro!

Luiz wood

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

...são ondas seus cabelos!

são ondas seus cabelos...
são mar, caravelas, 
latitudes jogadas nos seus ombros.
é céu o teu olhar...
de ver além, ver depois...dentro de mim,
sextante de estrelas, sempre à mirar...muito além.
é loucura a sua boca,
é vida, é corte, é esgrima,
é um caminho onde se perder,
e em você me encontrar!

Luiz wood 
&
Lu

...nós, apenas!